Aedes esterilizados por energia nuclear serão soltos no Recife para controlar reprodução

Mosquitos esterilizados vão 'frear' a reprodução / Foto: JC Imagem

Até o final do ano, o Recife passará a disseminar milhares de mosquitos Aedes aegypti estéreis na natureza, para combater a proliferação dos insetos transmissores de dengue, chicungunha e zika. A técnica de esterização utiliza energia nuclear e já vem sendo testada em algumas cidades do Estado, do país e do mundo, mas é a primeira vez que ela será aplicada em larga escala, segundo a prefeitura. Para isso, o município assinou, ontem, termo de cooperação técnica com a Biofábrica Moscamed, em parceria com a Agência Internacional de Energia Atômica.
Poucas informações foram repassadas a respeito do projeto-piloto, que vem sendo discutido há um ano e oito meses. Conforme o secretário municipal de Saúde, Jailson Correia, durante dois anos R$ 3,1 milhões do Fundo Nacional de Saúde (FNS) serão aplicados na iniciativa, que começará por três bairros de grande incidência de arboviroses, mas que ainda não estariam definidos. “Estamos estudando. Vamos negociar com as comunidades, trabalhar em conjunto”, justificou.
O diretor-presidente da Moscamed, Jair Virgínio, explicou que a técnica não é salvadora, ela vem se somar às já existentes. “Nós fazemos a liberação do macho esterilizado e quando ele encontrar a fêmea (só ela é que pica) vai ser capaz de copular com ela e não ter descendentes”, esclarece. A fêmea só precisa de uma cópula ao longo da vida. “A tecnologia diz que nós temos que liberar de nove a cem machos estéreis para cada macho selvagem identificado em campo. Mas ainda estamos avaliando quantos vamos soltar”.
Conforme o diretor, se não houvesse retroalimentação, a população de mosquitos de determinadas regiões seria eliminada em cinco gerações. “O Aedes é capaz de transmitir mais de 24 arboviroses. O que nós queremos é diminuir essa população até que fique abaixo do nível de transmissão dessas doenças”.
Fonte: JC Online

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